A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 07/01/2022

As consequências socioeconômicas da pandemia de COVID-19 assemelham-se com a pandemia de Peste Bubônica do século XIV. Diferenciados pela evolução do intervalo de tempo, a fome se manteve. Decorrente à desestabilidade econômica federal, contribuído pelo isolamento a faixa de desemprego cresceu, impedindo os cidadãos de manter sua renda. Esta problemática se amplia na comunidade negra, de mulheres e de menor renda. Concluindo, dessa forma, o acréscimo no índice de fome atual.

Devido ao avanço descontrolado do vírus SARS-CoV-2 o Governo Brasileiro promoveu à população, no ano de 2020, o Auxílio Emergencial esse, entretanto foi minimizado. Obstante à iniciativa, cerca de 7% dos brasileiros sofrem interferência em sua alimentação. Influenciados pela necessidade do afastamento social a maioria, e 1/4 da população total, segundo o IBGE afligem-se com a falta de oportunidade empregacional, em que empresas valorizam, hodiernamente, uma equipe reduzida.

Por conseguinte, os indivíduos mais afetados são a minoria. De acordo com a anestesiologista negra Thelma Assis, ultrapassar barreiras quando mulher, negra e pobre é triplamente dificultado. Ocultados pelo baixo nível escolar e pouca qualificação profissional a parcela da população referida recebe diretamente as mudanças socioeconômicas. A escassez de trabalho  ocasiona a necessidade de apoio monetário por outra via, quando nenhuma é ofertada os cidadãos se vêem estacionados.

Nesta ótica, para atenuar a ascendência do desemprego, a ausência de renda e sanar a hegemonia social destacada pela pandemia, urge que o Governo Federal, em conjunto da Câmara de Deputados, crie e modifique programas de auxílio econômico por todo o período pandêmico para a população afetada, através de projetos de lei e congressos que realizados em empresas e órgãos públicos têm intuito de promover o combate à desigualdade.