A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 21/01/2022
De acordo com o filósofo São Tomás de Aquino, todos os cidadãos possuem a mesma relevância, direi-tos e deveres em uma sociedade. No entanto, nota-se que, no atual contexto da pandemia do Corona Vírus, as pessoas em situação de fome compóem uma população bastante desfavorecida no tocante ao processo de se coabitar em equipolência, visto que esse grupo aumentou consideravelmente no perío-do pandêmico e tornou mais urgente a necessidade do desenvolvimento da empatia, já que, apenas no âmbito político, vai ser bastante demorada a erradicação desse mal, que era prevista pela ONU para o ano de 2030, mas que, diante desse cenário, provoca dúvidas com relação ao prazo.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar da grase de Platão “O importante não é viver, mas viver bem”, em que ele deixou claro que a condição de vida tem grande relevância, transcendendo a da própria vivên-cia. Pessoas que passam fome, porém, têm sua qualidade de vida negligenciada, tendo que aprender a sobreviver com essa dor e com as consequências que a falta de alimentação provoca no corpo.
Cabe ressaltar, ainda, que a individualidade e a falta de empatia da sociedade diante dessa situação acaba perpetuando-a. Esse problema já foi até discorrido pelo contratualista Thomas Hobbes acerca da índole do homem em seu estado de natureza, no qual ele é mau e cruel, pois, dotado de desejos, ele busca saciá-los a qualquer custo, manifestando seu egoísmo natural. A individualidade, portanto, que se intensifica cada dia mais na sociedade, torna difícil o desenvolvimento da empatia e da disposição para ajudar a melhorar o mundo.
Além disso, é imprescindível analisar o papel do Estado na persistência e agravamento da problemáti-ca, uma vez que nao executa o direito fundamental à saúde (que é gravemente afetada em situações de fome e subnutrição) estabelecido na Constituição Federal de 1988. À vista disso, o Ministério a que se compete a pauta fere a Legislação pela falta de políticas públicas eficazes para solucionar o problema. Desse modo, se não houvesse essa indiligência estatal antes da pandemia, menos pessoas estariam sofrendo desse mal que foi agravado.
Logo, urge a intermediação dessa questão. Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alter-nativas para amenizar a problemática. Para isso, os Ministérios da Saúde e dos Direitos Humanos de-vem promover, nos lugares mais ricos da cidade, arrecadações de alimento para ser enviado aos lugares mais pobres, onde habita a população carente de alimentação. Essa alternativa será feita a par-tir de verbas da União, destinadas à divulgação das arrecadações e à agentes do governo que farão a coleta e distribuição. Com isso, a questão da fome em tempos de pandemia pode ser amenizada, além de estimular a empatia da população.