A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 31/01/2022
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas) - assegura a todos os indivíduos o direito a bem-estar social. De maneira análoga a isso, múltiplos brasileiros têm passado fome nos últimos anos, tendo o seu estado crítico durante a pandemia do COVID-19 - uma grandiosa barreira para que haja o desenvolvimento de uma sociedade equitativa. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o abismo da desigualdade social ampliado na pandemia e a fragilidade da atuação das políticas públicas que fomentam o desemprego.
Em primeiro plano, podemos destacar o abismo da desigualdade social que se ampliou durante a pandemia no Brasil - por ser uma problemática tratada com indiferença a anos como se fosse algo impossível de se erradicar. Desse modo, segundo dados estatísticos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último ano foi apontado que mais 19 milhões de brasileiros estão com dificuldade para a aquisição de comida, tendo a fome como rotina. Dessa forma, é inegável a negligência do Estado perante a nação onde um expressivo número de pessoas se encontra com fome, enquanto o Brasil é um dos maiores exportadores de comida do mundo.
Além disso, é notório a fragilidade do desempenho das políticas públicas que fomentam o desemprego no país fazendo com que haja uma má distribuição de renda, culminando na falta de recursos financeiros para a compra de alimentos. Consoante a isso, cabe elencar a frase dita pelo sociólogo Herbert José de Souza onde ele fala que “Quem tem fome tem pressa”. Sendo assim, o desenvolvimento de uma sociedade se torna possível quando se têm igualdade e solidariedade com o outro onde não deve haver o desperdício alimentício quando se tem uma numerosa parcela da população em extrema pobreza.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir a desigualdade social e ampliar as políticas públicas, fazendo com a questão da fome seja eliminada do Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Economia juntamente com os Governos Estaduais, fazer com que empresas do âmbito alimentício tenham medidas que diminuam o desperdício de alimento e incluam projetos de inclusão social, por meio de contratações destinadas a pessoas em vulnerabilidade social e a distribuição de alimentos que estão em bom estado porém que dificilmente vão para as prateleiras dos grandes mercados, a fim de que a desigualdade social vá sendo amenizada aos poucos e a fome deixe de fazer parte da rotina das famílias brasileiras. Somente assim, será obtido o bem-estar social de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.