A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 14/02/2022

A Pandemia do novo vírus Coronavírus ( covid-19) aumentou diversas problemáticas sociais, entre elas, uma das mais preucupantes é a da insegurança alimentar. No Brasil, com o índice elevado de desemprego, muitos cidadãos enfrentam a fome, que possuem arantes como a ineficiência estatal e a desigualdade social histórica e profunda.

Em primeira análise, a deficiência do Estado brasileiro no combate a fome é um agravante. Uma vez que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estástica(IBGE), cerca de 55% da população sofre com algum grau de insegurança alimentar em dezembro de 2020. Conforme o IBGE, o índice aumentou devido a crise econômica agravada pela Pandemia. No entanto, o Governo Federal não soube, de maneira efetiva, minimizar tais consequências, tanto pela demora na liberação dos auxílios sociais, quanto pelo o aumento da inflação dos alimentos.

Ademais, outro óbice a ser considerado é a histórica desigualdade social. Nesse sentido, cabe itar a Constituição Federal do País, que consagra a alimentaçãoncomo direito primordial de todo brasileiro, para o seu bem-estar físico e social. Entretanto, como a crise sanitária vigente no Brasil e no mundo, esse objetivo está cada vez mais distante de ser alcançado pela sociedade. Principalmente, as minorias, comoíndigenas, quilombolas, negros e pardos que historicamente enfrentam outras dificuldades, como o preconceito e desemprego. Logo, atenuar esses agravantes é função do Estado e deve ser atingido por todos os cívis.

Portanto, ações emergentes devem ser tomadas a fim de minimizar os prejuízos da fome. Para isso, o Ministério da Cidadania em conjunto com as prefeitutas minicipais deve rastrear os cidadãos emna situação de insegurança alimentar e disponibilizar por meio de parcerias com Organizações Não Governamentais e Mercados, cestas de alimentação básica para essas familias. Com objetivo de atenuar a curto prazo essa questão que não pode esperar. Assim, talvez, um dos objetivos principais da Constituição, ou seja, o da dignidade seja garantido à todos.