A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 22/09/2022

O filósofo Raimundo de Texeira, em 1989, adaptou o lema “Ordem e progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros impencilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se a fome, que aumentou em níveis alarmantes na pandemia. Essa realidade se deve a ineficácia governamental e ao desemprego.

Dessa forma, o governo, em sua displincência com a população, atua como perpetuador da problemática. Diante disso, John Locke, filosófo contratualista, afirma ser dever do estado garantir os direitos de todos os cidadãos. Assim, seguindo o pensamento do pensador, observa-se que tal garantia é descumprida, visto a situação de fome crescente decorrente ao isolamento causado pelo covid-19. Durante a crise vários setores que provinham alimento a sociedade foram cortados ou perderam boa parte dos investimentos, sendo deixados de segundo plano, um exemplo direto do descaso estatal foi o fechamento do consea, Conselho Nacional de Segurança Alimentar. Logo, com o desamparo das autoridades, os preços aumentam, por conta do baixo apoio á agricultura famíliar, o alcance da mazela empobrecida decresce em relação aos alimentos e a fome aumenta.

Ademais, a carência de empregos fomenta o problema. Sob esse viés, a queda econômica das atividades comerciais teve como consequência a perda de trabalho para milhões de brasileiros, familias desamparadas, com suas rendas significativamente diminuídas, entraram em crise com os valores altos das iguarias basicas como arroz, feijão e carne. Dessarte que, diante desta situação, atitudes urgentes são necessárias.

Afigura-se, portanto, ao governo, responsável pelo bem-estar do povo, reaver os investimentos na produção familiar agrícola, por meio de subsídios monetários que auxiliem no aumento da produtividade e manutenção das áreas, fora a abertura de uma nova sede, semelhante ao consea, que monitore e garanta o recebimento de apoio alimentício a todos os brasileiros com menos de duas refeições por dia, medidas postas a fim de sanar as questões de insegurança alimentar na nação.