A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 09/02/2022

Em vidas secas, obra do escritor Graciliano Ramos, relata o sofrimento que a fome causa na região do nordeste do país. De maneira análoga a isso, é notório a dificuldade, que mesmo após anos da obra, o povo do sertão nordestido ainda enfrenta. Porém, a fome vem se alastrando pelo país, com a pandemia que iniciou-se em 2020 o número de brasileiro sofrendo o impacto da fome aumentou e o mundo está cada vez mais longe da meta do projeto “Fome zero” até 2030.

Em primeira análise, é notório que a pandemia do COVID-19 afetou a vida de muitos brasileiros. De acordo com o programa de televisão Fantástico, o número de pessoas necessitadas aumentou em 100% desde 2019. Além do mais, o número de empregos diminuiu e o preço dos alimentos básicos aumentou em mais de 50%. Nesse contexto, é importante ressaltar que o programa que alimentava as crianças nas escolas foi suspenso, o que proporcionou o agravamento da fome desde a primeira infância até os mais idosos.

Outrossim, destaca-se que não apenas o Brasil, mas o mundo sofreu agravamento na fome. Sendo assim, cerca de um décimo da população mundial está sofrendo com a insegurança alimentar e o programa Fome Zero até 2030 está sofrendo retrocesso e ficando cada vez mais longe do objetivo. Mas alguns países tentaram diminuir os impactos da pandemia, por exemplo no Brasil foi lançado o programa de Auxílio Emergencial, cujas parcelas começaram em 2020 e se estenderam até 2021. Porém, em 2022 somente quem tem cadastro único continuou recebendo auxílio governamental, o ponto negativo é que muitos brasileiros não se recuperaram dos efeitos da pandemia e não estão inscritos no novo programa.

Em vista dos fatos supracitados, torna-se imprescindível a adoção de medidas que venham combater a fome não somente durante a pandemia, mas após dela também. Sendo assim, cabe ao Ministério da Cidadania proporcionar campanhas, por meio das mídias e redes sociais, divulgando o novo auxílio destinado aos brasileiros que estão em situação de pobreza e extrema pobreza, afim de que a população se informe e saiba seus direitos. Somente assim, a fome ficará retratada apenas em um livro, sendo parte da história passada do país e não da história do presente.