A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 10/02/2022

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma pedra morro a cima. Chegando ao topo, era vencido pela exaustão e a pedra retornava a base. Hodiernamente, esse mito se assemelha a luta cotidiana contra fome na pandemia e torna-se passível de discussão essa problemática bem como suas implicações.

Em primeiro plano evidencia-se a ineficácia de políticas públicas.essa logica é comprovada pelo papel passivo que o governo, mesmo com projetos como o “auxilio emergencial”, não é suficiente para uma mudança significativa vista a alta dos preços de alimentos essenciais. Segundo o IBGE mais 27 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza. Desse modo, cabe ao estado priorizar seus recursos para reverter a problemática atual.

Outrossim, é valido destacar o papel do individuo como ferramenta para superar os problemas advindo com pandêmico. Na obra “quarto de despejo”, descreve o cotidiano de uma mãe na favela, passava, inclusive, dificuldades em comprar alimentos básicos pelo alto custo, sendo semelhante com o atual contexto pandêmico, porem em alguns momentos ela tinha ajuda de seus vizinhos com doações e só assim podia sessar a fome de seus filhos. Posto isso, fica evidente que a união dos cidadãos é substancial para contornar esse grave problema social.

Portanto, é evidente que a pandemia tornou a situação mais agravante. Ao criar uma cultura que permita uma consistência solidaria, com companhas para a formação e distribuição de cestas básicas em todas as cidades, além do governo com diversos profissionais da área, buscar estrategias de modo a diminuir a infração consequentemente o preço de alimentos. Sendo assim, uma forma de combate para com isso haverá cada vez menos lutadores contra a fome.