A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 19/02/2022

De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne à questão da fome em tempos pandêmicos, que segue sem uma intervenção que a resolva. Diante disso, nota-se a configuração de um grave impasse, em virtude da negligência governamental e da má influência midiática.

Primeiramente, é preciso salientar que a falta de ações provenientes do Governo é uma causa latente da problemática, uma vez que o mesmo peca em ministrar os valores de alimentos essenciais que os cidadãos precisam ter acesso. Ademais, a pandemia, segundo dados do IBGE, causou o desemprego de mais de 15 milhões de pessoas e tornou ainda mais dificultada a relação ente dinheiro e comida. À vista disso, o Governo deixa de cumprir com eficácia o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, que garante a alimentação como um direito social sob forma de lei.

Além disso, outro fator que agrava o entrave é a má influência midiática em torno da questão. Conforme a poetiza Rupi Kaur: “A representatividade é vital”. Sob tal ótica, os meios de comunicação atuam na consolidação do problema ao não proverem a visibilidade necessária para os preços absurdos cobrados em estabelecimentos e a precariedade no acesso aos alimentos. Nesse sentido, as mídias focam em temática para combater a pandemia, mas não nos danos colaterais causados pela mesma, como o caso da fome.

Portanto, cabe ao Ministério da Tecnologia, como órgão governamental, promover campanhas de conscientização que revelem a seriedade da questão da fome na sociedade, e ao Ministério da Economia instigar preços acessíveis aos cidadãos, com o fito de auxiliar os milhões de indivíduos desempregados no cenário pandêmico. Outrossim, cabe aos meios midiáticos destacarem as dificuldades na luta pela obtenção de comida e defenderem o corte de preços em alimentos básicos, tal ação deve ser realizada através de canais de televisão referenciados e mídias sociais, a fim de representar o desejo da comunidade.