A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/02/2022

No conto “O Sonho de um Homem Ridículo”, o escritor russo Dostoiévski retrata uma sociedade marcada pela ausência de mazelas sociais, contudo é percebido que a realidade brasileira não tem essa característica, visto que a fome assola o território e fere os direitos básicos à vida. Embora, o Brasil seja um país rico, a problemática da fome ainda se encontra presente na sociedade, devido à desigualdade social e a inflação.

Em primeiro plano, é válido destacar que tal problemática supracitada ainda se perpetua na sociedade por causa da desigualdade social presente no território brasileiro, a qual é fomentada pela grande concentração de renda nas mãos de poucos e por políticas públicas governamentais ineficazes. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil tem potencial para ser o maior produtor de alimentos em todo o globo até o ano de 2025. Nesse sentido, percebe-se uma contradição entre os dados, visto que ao passo em que o Brasil tem a tendência de produzir alimentos em escala geométrica, a população permanece em estado de calamidade.

Ademais, é de suma importância pontuar que a inflação é um dos principais motivos de várias mazelas sociais ainda estarem presentes na sociedade, dentre elas, a fome. É percebido que com a desvalorização do real, a população brasileira teve o seu poder de compra diminuído, afetando diretamente a disponibilidade de capital para investir em um alimentação básica de qualidade e, consequentemente,

acarretando uma subnutrição generalizada e problemas graves de saúde.

Portanto, é percebido que enquanto a desigualdade social for bastante presente na sociedade e a inflação atinjir os brasileiros, a fome se perpetuará no território. Para que tal problemática seja amenizada, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação promover uma reformulação nos métodos de ensino aplicados no ensino básico e médio, com o fito de deixar a educação mais atrativa para as famílias de baixa renda, sobretudo, realizar olimpíadas periódicas com premiações para estudantes de escolas públicas se interessarem mais sobre os estudos e entenderem como a educação tem potencial de mudar vidas.