A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 28/02/2022

De acordo com o novo relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”, em 2020, cerca de 2,3 bilhões de pessoas (30% da população mundial) não tiveram acesso a alimentação adequada durante o ano. Esse número assustador está muito relacionado a fatores como a negligência das populações de baixa renda e o aumento do custo de vida, intensificados durante a pandemia do coronavírus.

No Brasil, uma reportagem do Fantástico apresentou pessoas fazendo fila em um açougue de Cuiabá para pegarem ossos como alimento 3 vezes por semana. Situações como essa reforçam que não está ocorrendo o amparo necessário das famílias em dificuldade. Durante o surto da doença, o foco se virou muito para as questões de saúde, sendo assim não houve uma evolução conjunta nas áreas como Cesta Básica, no salário mínimo ou nos programas que auxiliam esses indíviduos, como o Bolsa trabalho.

Em uma notícia do G1, foi demonstrado que o preço do arroz aumentou em 56% e do feijão preto em 71% desde o início da pandemia. Essa crescente nos preços, não só dos alimentos, mas de moradia, tratamento médico e outras vertentes explica ainda mais o aumento da fome nesse período, visto que com tudo mais caro, mais famílias acabam em situação de rua e consequentemente não tendo acesso a questões básicas como comida.

Portanto, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), deve começar a investir na melhora da condição de vida das populações de baixa renda no mundo todo. Criando projetos com a distribuição de comida, empregos e uma quantia para a sobrevivência decente das pessoas. Isso porque com esses fatores, mais pessoas conseguirão sair das ruas ou melhorar em relação as condições financeiras, diminuindo então a fome de forma geral.