A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 13/03/2022
Na obra astística ’’ O triunfo da morte’’, de Pieter Bruegel, é retratado o cenário da Europa do século XIV, que foi acometida pela pandemia da peste negra e teve um terço da sua população dizimada, provocando uma das maiores baixas populacionais da história desse continente. Ao sair do contexto histórico e adentrar em tempos hodiernos, percebe-se que, hoje o clima caótico de pandemia volta a assolar não só a Europa, mas o mundo de forma geral e além de acarretar na morte de milhares de pessoas, maximizou o cenário da desnutrição no mundo. Nesse prisma, faz-se pertinente analisar os agentes principais da questão da fome em tempos de pandemia e as possíveis maneiras de solucionar essa problemática.
É lúcido, em uma primeira observação, considerar que a fome mundial passou por um agravamento dramático em 2020, é o que destacam a Organização das Nações Unidas (ONU) e, provavelmente, o aumento está relacionado às consequências da COVID-19. Tal questão pode ser justificada através de dados apresentados pela ONU, que evidencia que cerca de 30% da população mundial não teve alimetação adequada, um salto em um ano tanto quanto nos cinco anteriores combinados. Dessa forma, é inegável o distanciamento governamental da sociedade e a urgência de políticas eficazes para minimizar esse quadro.
Faz-se válido, ainda, admitir que a Constituição cidadã de 1988 garante que é dever do Estado combater as causas da pobreza promovendo integração social.. No entanto, tão prerrogativa legal não é efeitvada com ênfase na prática, visto que a má nutrição persisti em todas as suas formas, com as crianças pagando um preço alto, haja vista que de acordo com pesquisas realizadas pela OPAS ( Organização Pan-Americana da Saúde) cerca de 149 milhões de menores de cinco anos sofriam de atraso de crescimento e isso se dava, sobretudo, a má alimentação.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para sanar as lacunas a respeito do problema. Para que as pessoas desfrutem de direitos garantidos constitucionalmente, urge que o Governo Federal em parceria com os governos estaduais, por meio de verbas governamentais, ampliem e torne vitalalício a renda dos programas sociais - auxilio emergencial e bolsa família- para que as pessoas possam ter uma seguraça alimentar melhor e possam viver com dignidade.