A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 24/04/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à coletividade. Nesse sentido, o aumento da fome em tempos de pandemia é um fato social patológico. Sob esse viés, essa mazela está associada, principalmente, à omissão estatal e à escassez de uma distribuição de dinheiro para o corpo social.

Nesse panorama, o descaso do poder público é um indubitável promotor do crescimento da fome em tempos de pandemia. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Contudo, tal acordo é violado, porque o meio regulador não oferece condições básicas de sobrevivência para a população, como uma renda mínima. Por conseguinte, talentos são perdidos pela inocuidade do Estado.

Ademais, a falta de uma conexão dos impostos é uma notória incentivadora da questão da fome em tempos de pandemia. Sob essa perspectiva, conforme o filósofo liberal Ludwig Von Mises, a distribuição de um salário básico seria a medida eficaz para a extinção da pobreza, associada à desestatização de todos os meios de produção, mantendo segurança e justiça. Diante disso, em consonância com a realidade hodierna, tal atitude seria mister para um maior desenvolvimento do sociedade, porquanto estimularia o empreendedorismo e a inovação em comunidades pobres, com a automação de trabalhos degradantes e repetitivos. Conseguintemente, a desigualdade social será atenuada, já que as pessoas terão suas contribuições sendo repassados a elas, sem práticas que lesem o erário.

Portanto, para que haja um correto enfretamento da questão da crise pandêmica, os congressistas devem criar um auxílio permanente de um salário mínimo para cidadãos pobres, como o Bolsa Família, por meio da privatização de empresas estatais e da diminuição de salários da elite do funcionalismo público, como os juízes, com o fito de haver um país melhor e, assim, próspero. Somado a isso, a sociedade civil deve fiscalizar o urgente envio dos recursos, por intermédio de uma destinação direta para o povo, sem intermediários, a fim de que se tenha uma aplicabilidade das ideias de Mises. Dessa forma, a nação será mais livre.