A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 10/03/2022
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo 25, ´´ Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si saúde e bem-estar inclusive alimentação``.No entanto, isso não se concretiza, muitas vezes, na sociedade brasileira devido ao aumento da fome em tempos de pandemia, fato que afeta negativamente a qualidade de vida. Pode-se dizer então, que a falta de políticas públicas efetivas e o individualismo corroboram esse cenário de insegurança alimentar.
Nesse contexto, a ausência de medidas de medidas governamentais que resolvam o problema da fome é um obstáculo para a segurança alimentar e, por conseguinte, para a qualidade de vida. Dessa forma, consoante Thomas Hobbes ´´ O Estado é responsável pelo bem-estar social ´´. Nesse sentido, isso não se concretiza, haja vista a elevação da fome na pandemia, em razão da falta de medidas efetivas, como a distribuição de cestas básicas e auxílio alimentação para população de baixa renda. Isso contribui para uma alimentação escassa e poco nutritiva, o que afeta de modo negativo o bem-estar desses cidadãos.
Outrossim, o individualismo é dos óbices que fomenta a desigualdade alimentar. Desse modo, a falta da mobilização da sociedade civil para combater a questão da fome em tempos de pandemia agrava esse cenário de insegurança alimentar. Nesse viés, conforme o sociólogo Karl Marx, ´´ priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade``. Assim, o pensamento egoísta faz com que as pessoas com maior poder aquisitivo não se mobilizem a ajudar aqueles que estão passando por privação de alimentos. Logo, tal posicionamento contribui para a perpetuação da fome no país.
Portanto, é notória a necessidade de medidas que venham conter a fome em tempos pandêmicos. Assim sendo, cabe ao Ministério da Cidadania – órgão responsável pelas políticas de desenvolvimento social - por meio de recursos federais promover a distribuição de cestas básicas e criar auxílio um alimentação, a fim de acabar com a insegurança alimentar . Ademais, as escolas devem realizar campanhas educativas sobre empatia e a importância de ajudar aqueles que necessitam, para desconstruir o pensamento egoísta. Somente assim, o preceito universal será uma realidade para todos.