A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 22/03/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à alimentação adequada a todo cidadão brasileiro. De acordo com, a questão da fome em tempos de pandemia, esse direito social claramente não é posto em prática, o que gera confusão, já que pensando no lado rico da sociedade que vivem em uma confortável situação, o lado que realmente está em crise gera desigualdade e ainda, há falta de investimentos que ficam a desejar.
Nesse cenário, sabe-se que a desigualdade social é um forte problema no mundo e, principalmente, na situação de pandemia. De acordo com fontes da FAO, o Planeta Terra tem recursos suficientes para suprir a alimentação de toda a população mundial. Sobre isso, a relação desigual da fome na sociedade está sendo motivo de muito questionamento, isto porque, pessoas ricas consomem mais alimentos, ao mesmo tempo que, pessoas pobres consomem menos ao decorrer do tempo.
Por conseguinte, um dos motivos para essa demanda acontecer, é por falta de investimentos nas áreas de alimentação precária e pobre. Essa situação, diante dos questionamentos do filósofo John Locke, caracteriza-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem desse direito indispensável que, nesse caso, é a alimentação, o que, infelizmente, é evidente no país.
Constata-se, portanto, a necessidade de se combater a situação acerca desse problema. Em primeiro plano, deve-se, iniciar com o Estado atuando no investimento de comissões para que, venha a trazer melhorias nesses locais de baixa renda. Em adição, a sociedade deveria parar de ter preconceitos contra essas pessoas e assim ajudá-las a passar por esse momento triste de fome na pandemia. Logo, o Estado, cumprirá o seu “contrato social”, garantindo que esses cidadãos tenham acesso ao direito alimentício e vivam em condições melhores e, a sociedade cumprirá seu papel de comunidade justa e positiva.