A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/03/2022

Em face do cenário atual, em que estamos em meio a uma pandemia, as pessoas vêm sendo prejudicadas cada vez mais, principalmente as que encontram-se em situação de pobreza. Um fator extremamente preocupante, do qual devemos ter conhecimento e devem ser tomadas providências urgentemente, é o aumento da fome e da situação de insegurança alimentar, as quais têm crescido drasticamente nesses anos de pandemia.

Segundo dados do relátório da Organização das Nações Unidas, cerca de 811 milhões de pessoas enfrentaram a fome em 2020. Uma das explicações para isso é que, com a pandemia, houve um aumento significativo nos valores dos alimentos. Essa situação tornou cada vez mais inacessível o acesso às comidas para pessoas que já enfrentavam uma situação de pobreza, levando-as à condições de vida ainda mais precárias e preocupantes. Outro dado desse mesmo relátorio informa que, também em 2020, mais de 2, 3 bilhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar.

Além disso, a pandemia fez com que houvesse o isolamento social, e com que o mercado de trabalho tivesse menos lucros, gerando assim um grande desemprego. Dessa forma, muitas pessoas perderam suas rendas. Assim, o dinheiro que já era pouco e muitas vezes sustentava várias pessoas, acabou tornando-se inexistente. Convém também lembrar um fator já recorrente antes da pandemia: a questão do preconceito que essas pessoas sofrem na hora de buscar um emprego, muitas vezes não sendo contratadas por conta de sua cor, pouca escolaridade, maneira de se vestir, entre outros fatores.

Portanto, é necessário que o mundo olhe para esses problemas e tenha a consciência de que devem ser resolvidos. O governo, por meio do MDS, deve dar apoio a essas pessoas, oferecendo ajuda financeira e alimentos. Além disso, o mercado de trabalho deve contratar pessoas necessitadas, deixando de lado os preconceitos. Outro ponto importante são as doações e ONGs, que podem ser divulgadas por meio de cartazes e palestras com a população, que deve solidarizar-se. Como cita o Presidente da LBV, Paiva Netto, “A solidariedade tornou-se uma estratégia de sobrevivência.”