A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 12/04/2022
O livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos relata a situação de extrema pobreza e falta do acesso à alimentação enfrentada pela família nordestina retratada na trama. Logo, a ficção é análoga à atualidade, haja vista que a questão da fome, principalmente dentro do contexto de pandemia mundial do Coronavírus, ainda é um tema a ser debatido. Por isso, fatores corroborantes à persistência da problemática são a negligência governamental e a falta de empatia da sociedade.
Sob essa ótica, a escassez de medidas estatais que visem o combate a fome na atualidade, a qual foi agravada mediante a pandemia, promovem a estaticidade do problema. Sendo assim, de acordo com o artigo 6-° da Constituição brasileira, a alimentação é direito assegurado para todos os cidadãos do país. Entretanto, a realidade distancia-se da expectativa constitucional, já que há a ausência de medidas socias que busquem evitar especificamente a desnutrição, além da negligência de políticas já existentes, haja vista que o valor desses benefícios não aumentam em consonância aos preços dos alimentos.
Ademais, a falta de demonstração empática da sociedade na criação de campanhas que ajudasse famílias em situação de vulnerabilidade alimentar provoca agrave à temática. Isso posto, segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, o princípio da moral é agir de forma que essa prática se torne universal. Sob esse viés, o pensamento do autor é análogo à problemática, já que a comunidade e pessoas que apresentam influência no contexto atual deveriam intervir de forma ética ao contribuir em propostas que buscassem amenizar a fome, ampliada mediante ao Coronavírus , o qual impossibilitou a abertura do comércio, ambiente que funciona como fator de sobrevivência para diversas famílias brasileiras.
Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania implementar medidas de assitência específica para famílias em situação de vulnerabilidade alimentar, a partir do cumprimento constitucional do artigo 6-°, visando amenizar a fome agravada no contexto de pandemia. Além disso, cabe a sociedade e pessoas que apresentam influência no contexto atual, promoverem, através das redes sociais - que é o campo de maior atenção informacional-, debates que fomentem sobre a importância de ajudar quem precisa, com o objetivo de propor a empatia.