A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 04/04/2022
Dentre diversos assuntos que ganharam maior visibilidade devido á pandemia, o problema da fome se destaca. Infelizmente, a pandemia aumentou muito o número de pessoas que não tem o que comer no Brasil. O desemprego ocasionado em decorrência da Covid-19 deixou milhares de pessoas sem renda para a compra de alimentos, além disso, aumentou o número de pessoas em nível de pobreza e colocou o Brasil novamente no mapa da fome.
Com efeito, em 2020 a fome disparou em termos absolutos e proporcionais, ultrapassando o crescimento populacional. De acordo com a ONU, estima-se, que cerca de 9,9% de todas as pessoas tenham sido afetadas, esse levantamento mostra que a fome provocada pela pandemia atinge cerca de 19 milhões de brasileiros. Convém que, a pandemia provocou o agravamento de um problema que já vinha acontecendo há algum tempo, entretanto, com a negligência da Covid-19 é evidente que agravaria a situação.
Por outro lado, além do problema da fome, sofre-se com o desperdício de alimentos. Porém, o local de mair desperdício são os lares. Dados levantados em 2021 apontam que, até o momento, 931 milhões de toneladas foram descartadas no país, sendo que 61% deste desperdício está nas residencias, segundo a ONU. Tantos alimentos sendo jogados fora, onde poderiam ser simplesmente melhor aproveitados ou doados para necessitados e comunidades carentes.
Contudo, deve-se voltar, com os estoques estratégicos de alimentos, formentar a economia familiar, buscar o programa de aquisição de alimentos e controlar a inflação do mesmo. Além disso, integrar políticas humanitárias para o desenvolvimento e consolidação da paz em áreas de conflito, por meio de proteção social para evitar que famílias passem fome. Combater a pobreza e as desigualdades estruturais para reduzir o valor de alimentos em comunidades pobres. Dessa forma, também conscientizar a população sobre o desperdício de alimentos, assim, irá promover uma sociedade menos consumidora.