A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 06/11/2022

O lema positivista “Ordem e Progresso” adaptado pelo filósofo Brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, não passa de um ideal do imaginário coletivo, visto que no contexto atual, a questão da fome em tempos de pandemia se opõe a ascenção social deferida no símbolo pátrio. Essse lastimável panorama é calçado na inoperância estatal e tem como consequência o aumento na incidência dos casos de desnutrição mundial.

Previamente, é notável a negligência do poder público como mantedor da problemática. Quanto a isso, o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra “Leviatã”, defende a obrigação do estado em fornecer meios que auxiliem o progresso da coletividade. Contudo, o exercício dessa ideologia permanece apenas no imaginário, diante do posicionamento relapso das autoridades públicas em relação a carência alimentar em tempos de pandemia. A problemática advém do fato de que, assim como pontua o economista Murray Rothbard, os representantes governamentais se orientam por um viés individualista, visando apenas o retorno do capital político e inferindo descaso para com a conservação dos direitos a alimentação adequada, assegurado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Logo, é notório que a omissão do estado perpetua a insegurança alimentar na atualidade.

Por conseguinte, o aumento dos casos de desnutrição torna-se inevitável, uma vez que, mais de dezenove milhões de Brasileiros tiveram seus meios de subsistência suspensos, decorrente das políticas de isolamento, gerando assim uma onda de desemprego. Lamentávelmente, o acesso a alimentos de qualidade, alimentação adequada e o desvencilhamento do panorama de insegurança alimentar no país torna-se uma realidade cada vez mais distante.

Portanto, afim de romper com o atual cenário de insegurança alimentar, cabe ao poder executivo federal, mais especificamente ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a fome, promover o acesso a alimentação adequada, por meio de projetos que gerem renda e programas de auxílio alimentício, como a ONG LBV (Legião da Boa Vontade) para dar suporte as famílias em situação de miséria. Somente assim, os brasileiros verão o progresso referido na bandeira nacional.