A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 07/05/2022

Não é de hoje que a Rússia nutre um sentimento facínora em relação à Ucrânia. Durante o poderio soviético, milhões de ucranianos morreram de fome, originada pela tomada dos meios de produção agrícola pela União Soviética. Este episódio ficou conhecido como Holodomor, um verdadeiro holocausto ucraniano. Tal fato assemelha-se ao cenário vivido por milhões de brasileiros durante a pandemia de COVID-19, em que a fome foi intensificada. Sob esse viés, a Revolução Verde, com o monopólio sobre os alimentos, e a desigualdade social, mostram-se como a causa motora para a configuração do problema.

A princípio, conforme o economista Thomas Malthus, o crescimento populacional superaria de forma exponencial a capacidade de produzir alimentos, causando fome e morte em todo o globo. Todavia, hoje se sabe que Malthus estava enganado, pois, com o advento da Revolução Industrial, a produção alimentícia pôde acompanhar o aumento da população, sendo a Revolução Verde que comanda este campo atualmente. Entretanto, é nítido que, apesar da plena capacidade de produzir comida suficiente para todos no mundo, a ganância dos grandes produtores se sobrepõe à vontade de dar fim à questão da fome. Assim, devido à inflação, os preços dos alimentos subiram consideravelmente na pandemia, dificultando sua chegada na mesa do trabalhor brasileiro, que, sem sustento por não estar trabalhando, não conseguia se alimentar.