A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 27/04/2022
Basta olhar para o passado e perceber que o ser humano vem avançando com as tecnologias no sentido de melhorar a produção de alimentos em larga escala, bem como modernas formas de conservação dos alimentos. Mesmo com toda essa modernização, vimos que na grande maioria dos lares dos menos favorecidos, não chegam os generos básicos de alimentação.
As consequências socioeconômicas com a pandemia agravou dastricamente o desemprego, principalmente das classes menos favorecidas. A Covid19 é considerada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), maior pandemia do século XXI, faz um mapa da fome, trazendo a relação: acesso, pobreza e fome, e afirma que o Brasil voltou ao mapa da fome e registrou 55,2% da população convivendo com a insegurança alimentar. Segundo dados do lnstituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), em 5 anos, cresceu em 3 milhões o número de pessoas sem acesso a alimentação de primeira necessidade.
Ao mesmo tempo, o tanto que se desperdiça com milhões de pessoas que passam fome, se pegarmos um cenário global no mundo, o alimento vai para o lixo, e o pior, em condições de consumo humano. Já no Brasil, nota-se que as desigualdades sociais tem raísez históricas como: modelo de colonização, mão de obra escrava, gênero e raça geracional. Essas raízes estão presentes de forma desigual nas diferentes regiões do Brasil. A realidade no Brasil não diz respeito somente ao acesso à renda, mas diz respeito também ao acesso aos serviços essenciais de saúde, educação e a oferta de serviços de assistência social.
Portanto, evidência-se o constante aumento da pobreza no Brasil em relação ao tempo da pandemia da Covid19, em que milhões de brasileiros estão tendo dificuldades ao acesso à alimentação básica. Segundo levantamento da Sociedade Civil Organizada, através dessa ideia, percebe-se a importância de se combater a fome e a escassez de alimentos na mesa do povo brasileiro, por essa razão é fundamental que haja maior participação governamental, com o objetivo de proporcionar aos mais pobres, ajuda humanitária e solidária, para que as pessoas tenha o direito de se alimentarem.