A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 28/04/2022

O romance “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a sua engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da atual realidade contemporânea no tocante à questão da fome em tempos de pandemia, que ainda é um problema a ser combatido. Nesse aspecto, destacam-se a negligência governamental e o silenciamento .

Em primeiro plano, cabe analisar a ausência de legislação presente na atualidade. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos do indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, promover coesão social, entretanto, isso não ocorre. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades por conta da negligência do direito a alimentação,ao trabalho que garante a renumeração para garantir seu alimento,aumento da inflação, a questão da fome cresce constantemente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, surge a questão da falta de debate que intensifica a gravidade do problema.O filósofo Focault defende que, na sociedade alguns temas são silenciados para que as suas estruturas de poder sejam mantidas. Sob esse viés, percebe-se uma lacuna na questão da fome no período de pandemia. Ou seja, o governo e o Estado estão cientes das necessidades e conflitos que parte da sociedade enfrenta, como a extrema pobreza e fome mas, não criam mecanismos para resolução. Sendo assim, a falta de diálogo sério e massivo contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a conter a fome nos tempos de pandemia. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal e ao Tribunal de Contas da União ,fazer a ampliação de programas sociais,de caridade,de doações e bolsas auxílios já existentes, ou a criação para beneficiar esse público, por meio de palestras ministradas no Senado para obter o aumento do percentual de investimentos para garantir o que é de direito do cidadão, a fim de erradicar a fome, a pobreza, e atuar diretamente nas comunidades carentes. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade.