A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 04/08/2022
A Constituição Federal de 88 garante a todos os cidadãos o direito à alimentação. Entretanto, quando posta em análise à questão da fome em tempos de pandemia, é possível perceber muitos pontos a serem melhorados. Diante do exposto, o cenário predominante dessa temática está relacionado ao desemprego, atrelado ao abandono do Poder Público.
A princípio, vale destacar que a alimentação é dever do Estado e direito de todos. Todavia, devido a COVID 19, o número de desempregados teve uma enorme crescente. Segundo o Instituto de Geografia e Estatística, em outubro de 2021, a taxa de pessoas desocupadas aumentou para 12,6%. Dessa forma, é notório que o acesso aos produtos alimentícios por esses indivíduos fica inviável, impactando diretamente e negativamente na sobrevivência dos mesmos.
Ademais, o Governo falha em não assegurar que um direito básico seja alcançado por todos que dele necessitam. Assim sendo, em uma reportagem no programa RJTV, a Dona Janete relatou aos prantos que está sem trabalho e que devido a isso não está conseguindo alimentar sua família. Desse modo, por não oferecer um apoio mais preciso para as pessoas nessa situação, o órgão público inviabiliza que esses indivíduos desfrutem daquilo que lhes é instituído por lei. Em síntese, os governantes tem a obrigação de disponibilizar meios aceitáveis para que a sociedade tenha condições de manter.
Portanto, diante dos aspectos já mencionados, fica clara a necessidade de medidas para resolver o problema. Logo, o Ministério da Economia deve criar politicas públicas voltadas para a alimentação dos desempregados. Dessa maneira, tal programa deverá focar, principalmente, na distribuição de cestas básicas para esse grupo mais necessitado, por meio de entregas em residências, a fim de garantir o sustento do povo, até que consigam voltar para o mercado de trabalho.