A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/06/2022
A Constituição Federal de 1988 determina, em seu 6° artigo, a alimentação como um direito social. No entanto, na conjuntura brasileira contemporânea, a fome é um problema que atinge muitos indivíduos em tempos de pandemia. Nesse prisma, evidência-se como causa e consequência da carência alimentar, o desemprego e os danos à saúde da vítima.
Em primeira análise, é notório que o aumento na taxa de desemprego é uma das causas da fome no Brasil. Dessa forma, de acordo com o filósofo Karl Marx, a base do capitalismo é o capital. Sendo assim, a crise econômica causada pela pandemia, fez com que as empresas recorressem à cortes nos custos, o que resultou na demissão de muitos pais de família. Dessa maneira, o desemprego levou famílias a situação de carência alimentar, visto que sem capital se torna improvável de adquirir algo para comer.
Além disso, é válido destacar que a fome ocasiona danos à saúde dos indivíduos. Contudo, na obra “Os Retirantes”, de Candido Portinari, é retratada uma família, com corpos magros e expressões de desespero, fugindo da fome e da miséria. Em síntese, observa-se que assim como na obra, pessoas que passam fome sofrem consequências diretas na saúde, como por exemplo, o baixo peso, a desnutrição, por falta de proteínas e nutrientes, maior vulnerabilidade à doenças, e em casos extremos, a fome pode até mesmo matar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham combater a fome no Brasil em tempos de pandemia. Consoante a isso, cabe ao governo estadual, juntamente com as escolas, criar políticas públicas de distribuição de alimentos, por meio de cestas básicas, entregues quinzenalmente, e oferecendo refeições diárias, no ambiente escolar abertas para a comunidade, a fim de amenizar as consequências da fome. Ademais, seria de extrema importância providenciar auxílios financeiros para famílias em situação de insegurança alimentar.