A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 04/07/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, assegura a todos o direito à vida e à dignidade, no entanto, a questão da fome agravada pela pandemia serviu como uma “lupa” para diversas regiões que já sofriam com esse problema e tiveram seus direitos ainda mais restringidos, se expondo a situações humilhantes para garantir suas refeições e o pouco que conseguiam não sendo suficiente. Nesse contexto, a falta de nutrientes e vitaminas faz com que o desenvolvimento principalmente de crianças seja afetado, colocando em xeque o direito à vida pela questão da desigualdade, que é dever do Estado amenizar.

Primeiramente, é importante ressaltar que a insegurança alimentar é uma questão que existe muito antes da pandemia, ligada principalmente à regiões mais pobres do país e diretamente relacionada a desigualdade socioeconômica, e foi agravada por esta, que evidenciou a parte da população que sempre sofreu com tal problema. Ironicamente o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, mas também um dos principais no Mapa da Fome desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), cabendo então o questionamento de que se realmente as políticas públicas estão sendo eficiente no combate a insegurança alimentar.

Além disso, a busca incessante por alimentos tem colocado as pessoas em situações que tiram sua dignidade, como ficar em filas por horas para conseguir ossos com retalhos de carne, já que a pandemia também causou alta no preço de alimentos básicos e os auxílios do governo não conseguem suprir as necessidades alimentares. A falta de uma alimentação correta afeta diretamente o desenvolvimento de crianças e jovens, podendo causar inúmeras consequências relacionadas a desnutrição.

Portanto, para que aja maior segurança alimentar e os direitos assegurados a população sejam realmente colocados em prática é necessário que o Governo torne homogêneo o acesso a serviços de assistência social e crie programas sociais destinados as regiões mais pobres, onde um maior número de pessoas necessita de auxílio para sobreviver, visando diminuir a fome gradativamente.