A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 04/07/2022
A Organização Mundial das Nações Unidas representa o desejo de promover melhores condições de vida para a humanidade. Porém, esse anseio ainda não se concretizou na questão da fome na pandemia, que mais de 800 milhões de pessoas enfrentaram a fome no mundo em 2020. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a ineficiência governamental e o silenciamento.
Nesse cenário, primeiramente, percebe-se a ineficiência governamental presente no problema. Para Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto á fome em tempos de pandemia, visto que muitas pessoas não tem condições para comprar comida. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Em paralelo, o silenciamento é um entrave no que tange ao problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que solucões sejam promovidas. No entanto, há um silenciamento instaurado na questão da fome fome vivida na pandemia, visto que pouco se falou sobre as pessoas que estavam passando fome. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Portanto, urge que o problema seja resolvido. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a fome na pandemia. Tal ação pode, ainda, conter consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente no problema. Dessa forma, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.