A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 27/06/2022
A Carolina Maria de Jesus escreve seu livro “Quarto de Despejo”, de 1960, retrata o cotidiano de uma brasileira que está às margens da sociedade, em um trecho do livro ela diz “a fome é amarela e dói muito”. No entanto, na contemporaneidade a realidade dos cidadãos não destoa do diário de Carolina, já que a insegurança alimentar aumentou durante a pandemia. Sob essa ótica, é necessário analisar, respectivamente, as causas e consequências dessa problemática: as altas dos preços e a subnutrição.
Em primeiro lugar, a COVID-19 influenciou a falta de acesso aos alimentos para a população pobre. Tal fato pode ser visto no seguinte dado: o valor do arroz cresceu 56% e o feijão 71% - segundo a revista “G1”. Nesse sentido, o trabalhador da classe baixa não consegue comprar os itens básicos de uma alimentação, já que a cada dia os preços sobem e o indivíduo não sabe se terá dinheiro para adquirir mantimentos. Desta forma, a população brasileira entra no quadro de insegurança alimentar, sendo que não sabem se terá alimento para a próxima refeição. Logo, é urgente que o Estado intervenha na situação supracitada.
À vista disso, a falta de uma dieta equilibrada causa danos à saúde. Essa consequência pode ser vista na fala da nutricionista Roberta Carbonari, na qual ela relata que uma alimentação baseada apenas em carboidratos prejudica o desenvolvimento. Isso se deve, sobretudo, ao fato que para o nosso organismo funcionar, por exemplo, precisa de proteínas que ajudam na força do indivíduo. Diante do cenário atual o brasileiro recorre a alimentos mais baratos e que tem uma taxa nutricional baixa - ou seja, produtos que tem somente farinha branca na composição -, assim, seu corpo não recebe os nutrientes necessários para o bem-estar metabólico.
P