A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 30/06/2022
A pintura expressionista “O Grito”, de Edvard Munch, representa, por meio de uma figura andrógina, as angústias sociais. No período atual, essas angústias podem ser relacionadas com o aumento da fome. Dessa forma, essa realidade se deve à negligência Estatal, alinhada à má distribuição de rendas e de alimentos.
Primeiramente, ressalta-se a indiligência do governo como um problema. Conforme a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social é dividido em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado se encontra em âmbito patológico, em crise, uma vez que apresenta tendência de não investir em programas que garantam renda à população desempregada, que, de acordo com pesquisas divulgadas pelo IBGE, cresceu mais de 11% nos anos afetados pela crise do Covid-19. Consequentemente, sem o respaldo do governo, se torna quase impossível que essas pessoas recebam a ajuda necessária.
Ademais, destaca-se a desigualdade social da população brasileira, que reflete no poder de compra de alimentos. De acordo com entrevistas concedidas ao PodCast do site G1, “O Assunto”, especialistas afirmam que os pobres ficam cada vez mais pobres, e os impostos sobre mantimentos alimentícios ficam cada vez mais altos. Consequentemente, a distribuição de sustento fica cada vez mais díspar, e o cenário para os afetados fica cada vez mais difícil.
Portanto, a fim de minimizar a problemática, é imprescindível que o Poder Público reforce, através de destinação de verbas, programas governamentais que destinem auxílios mensais e cestas básicas à famílias desempregadas, a fim de retirá-las do mapa da fome. Além disso, o Governo Federal deve, sempre que aumentar os impostos sobre a comida, aumentar também o salário mínimo, visto que essa medida beneficiará juntamente a economia do país. Só assim a obra de Munch poderá ser desvinculada dessa realidade.