A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 23/08/2022
É indubitável a questão da fome em tempos de pandemia. Nesse sentido, dois problemas devem ser analisados: o aumento dos preços de produtos alimentícios e a escassez de projetos de distribuição de alimentos. Desse modo, é necessário um maior engajamento governamental na amenização desse problema.
Nesse contexto, vale ressaltar a ideia de “Contrato Social” de Thomas Hobbes, contida em seu livro “O Leviatã” - um clássico da filosofia política - que afirmava que “O Estado tem, entre várias funções, que garantir o bem-estar social”. Contudo, na atualidade brasileira, esse contrato está sendo parcialmente cumprido, pois o Estado, muitas vezes, negligencia famílias de baixa renda e aumenta o preço de produtos alimentícios. Desse modo, devido ao déficit de atuação estatal, ocorre uma dificuldade em ter acesso aos alimentos, causando o crescimento da fome no período de pandemia. Por consequência disso, ocorre um aumento nos índices de cidadãos passando fome, o que gera um retrocesso a um país que deveria evoluir socialmente.
Além disso, destaca-se a ineficiência do Estado na intensificação desses obstáculos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira duplicou-se entre o atual século XXI e o passado. Entretanto, os investimentos destinados a projetos que visem distribuir alimentos à famílias de classe baixa que foram afetadas pela pandemia não acompanharam a demanda populacional. Desse modo, é necessária uma maior participação governamental na atenuação nessa problemática.
Dessa forma, urge propor medidas no intuito de combater a fome em tempos de pandemia. O Legislativo, portanto, deve, por meio de emendas constitucionais, destinar uma maior porcentagem para a ampliação de projetos que visem facilitar o acesso aos alimentos para pessoas de baixa renda. Cabe, também, ao Legislativo, elaborar medidas que ampliem os recursos destinados a campanhas publicitárias que visem estimular a criação de projetos, no intuito de distribuir alimentos a famílias com condições precárias afetadas pela pandemia, uma vez que os preços de produtos alimentícios aumentaram, dessa forma amenizando essa problemática.