A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 11/07/2022
O quadro expressionista ‘‘O grito’’, do pintor Noruegês Edvard Munch, retrata a inquietação, medo e desesperança de um personagem envolto por uma atmosfera de desolação. A partir disso, é possível observar na conjuntura contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela fome nos tempos de pandemia é, constantemente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Dessa forma, torna-se essencial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a probreza.
A princípio, é imperioso notar que a negligência do estado potencializa a fome nos tempos de pandemia. Vivemos abaixo da constituição, onde nos é garantido direitos universais, tal como o aritgo 6 da constituição de 1988, onde nos é garantido, dentre outros, o direito a alimentação. Configurando uma violção do ‘‘Contrato Social’’ proposto pelo filósofo contratualista Jhon Locke, já que o estado não cumpre seu papel em garantir que os cidadão disfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país e no mundo.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a pobreza como fator que contribui para a fome na pandemia. Já que é um prepulsor antigo na sociedade, e que é ignorado. Posto isso, de acordo com dados do Inquérito Nacioal sobre Insegurança alimentar mostram que 50% da população brasileira com problemas de fome, atinge principalmente pessoas em situação de extrema pobreza. Parcela da população essa que é ignorada mesmo antes da pandemia. Nessa ótica, se torna evidente a ‘‘Atitue Blasé’’, termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel, é quando ocorre a naturalização dos problemas, ou seja, quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio as situações que ele deveria ter atenção, como a pobreza. Logo é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Dessarte, é preciso que o governo federal, por meio do corpo legislativo, criem e aprovem um auxílio para pessoas que estão expostas a fome, que seja aplicada a população sem renda o suficiente para mantar alimentações básicas. Espera-se assim que o direito básico da alimentação seja garantido a todo corpo social.