A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/08/2022
O videoclipe “We are the world”, do cantor Michael Jackson, retrata uma situação de fome extrema em países da África. Paralelamente à crítica feita em sua música, o problema da fome se agravou ao redor do mundo por conta da pandemia do coronavírus, inserindo indivíduos em situações de vulnerabilidade. Por isso, remediar a questão da fome é essencial para atenuar casos de insegurança alimentar e contornar as consequências da pandemia.
A priori, a crise mundial do coronavírus deixou diversas famílias dependentes de cestas básicas para se alimentarem. De acordo com dados da “Unicef”, no ano de 2020, cerca de 30% da população mundial não tinha acesso a alimentação adequada. Ademais, mesmo com condições financeiras aceitáveis, houve aumento no preço de alimentos básicos, como o arroz, que ficou 56% mais caro. Desse modo, percebe-se que a problemática atingiu grande parte da sociedade, incluindo pessoas que não tinham uma condição financeira tão precária.
Outrossim, fica evidente o conceito de democratização de recursos básicos, proposto pela filósofa Hannah Arendt. Segundo seu raciocínio, a filósofa afirma que é dever do estado garantir recursos básicos, como o alimento, de maneira igualitária para toda a população, incluindo camadas mais carentes da sociedade. Nesse sentido, de modo que a alimentação é uma questão de sobrevivência, todos os cidadão devem ter acesso à este recurso.
Portanto, para remediar a questão da fome em tempos de pandemia, é mister que o Estado promova projetos que tirem a população da insegurança alimentar causada pela crise do coronavírus. Além disso, os projetos sociais propostos devem incluir a distribuição de cestas básicas com alimentos e o suporte necessário para famílias necessitadas. Nesse cenário, pode-se contribuir com o projeto “Fome zero”, que visa atenuar radicalmente a fome até o ano de 2030. Assim, a fim de garantir o bem-estar social e evitar uma população extremamente necessitada, como no videoclipe de Michael Jackson, os programas sociais podem evitar tal situação.