A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 20/08/2022

Candido Portinari, pintor modernista, na sua obra “Os retirantes” mostram a miséria causada pela fome nos semblantes de famílias nordestinas que são obrigadas a deixarem suas casas em busca de melhores condições de vida. Para além do quadro, na contemporaneidade, de maneira semelhante à ilustrada pelo artista, no Brasil, a questão da fome, sobretudo no atual cenário de pandemia no país, motivado pela ineficiência governamental, além da desigualdade social. Desse modo, torna-se necessário criar mecanismo para solucionar a problemática Nesse contexto, é crucial frisar a negligência governamental, no que tange a falta de alimentação na mesa dos brasileiros. Nesse viés, segundo a Fundação Getúlio Vargas, “ o número de pobres saltou de 9,5 milhões em agosto de 2020”, portanto, é inadmissível que com alta taxas de impostos e tributos cobrados no país, o Estado não seja capaz de proporcionar aos brasileiros diretos básicos, visto que esse princípio é garantido na Constituição Federal de 1988, como: o direito a alimentação. Logo, urge suscitar a ação do Governo Federal para resolver a lacuna. Ademais, a questão da fome é agravada, indubitavelmente, pela cruel desigualdade que assola o país. Sendo assim, o Iluminismo assentou, no século VII, a Declaração do Homem e do Cidadão e definiu que todos os seres humanos fazem jus às condições dignas de subsistências. Por isso, o problema é que não é possível proporcionar a qualidade de vida garantida pelos Iluministas, enquanto na sociedade brasileiras houver disparidade social, principalmente, no atual contexto de pandemia, da Covid-19, com aumentos nos preços dos alimentos e além disso das altas taxas de desemprego no país. Portanto, diante dos desafios supracitados é imprescindível a ação do Estado para mitigá-los.

Nesse âmbito, cabe ao Governo Federal juntamente com escolas publicas e privadas, criar projetos sociais, por meio de cursos profissionalizantes e gratuitos para pessoas de baixa renda, com objetivo de inserir esses indivíduos no mercado de trabalho e assim diminuir os índices de pobreza no Brasil. Espera-se, então que os sofrimentos causados pela fome retratado pelo modernista permaneçam apenas nos planos.