A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/08/2022

A pandemia da covid-19 enfrentada pelo mundo do nos dois últimos anos, gerou uma série de consequências negativas em vários aspectos. No âmbito econômico, o número de desempregados bem como o preço dos alimentos básicos agravou consideravelmente o problema da fome no território brasileiro.

Uma triste realidade, vivenciada no país desde março de 2020, primeiro mês inteiro de pandemia, foi o crescimento exorbitante das taxas de desemprego, principalmente nos setores considerados serviços não essenciais. Diante disso, muitos chefes de família, por exemplo, se encontraram sem condições de prover aos seus lares o pão de cada dia, o que ocasionou uma procura muito maior das doações ofertadas por instituições religiosas, ONGs e programas de assistência social do governo. Desse modo, tal circunstância tornou ainda mais desafiadora a missão de zerar a fome mundial até 2030.

Outro aspecto a ser considerado sobre este tema, é o aumento na inflação sobre os alimentos o que ocasionou um encarecimento, nos dois últimos anos, superior ao das duas últimas décadas. Diante disso, pode-se observar um acréscimo superior a 20% no valor da cesta básica, que já ultrapassa a faixa dos R$ 700,00. Ao averiguar tal fato, depreende-se que para o trabalhador assalariado e principalmente para os trabalhadores informais, tornou-se ainda mais difícil ter acesso aos víveres necessários à sobrevivência.

Assim sendo, fica esclarecido que o processo pandêmico vivido desde 2020 gerou impactos desastrosos sobre a economia brasileira que consequentemente repercutiu no âmbito social. Portanto, é necessário que haja uma ação conjunta dos ministérios da economia, educação e as instituições educacionais, investindo em oferecer conhecimento e oportunidades por meio de cursos de capacitação, bolsas e palestras sobre empreendedorismo e meios de realizá-lo.