A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/01/2023
Conhecida como “cidadã” por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, nota-se que a questão da fome em tempos de pandemia, configura-se como uma falha. Nesse contexto, evidenciam-se dois aspectos importantes: a recessão financeira e a desigualdade social.
Diante desse cenário, percebe-se que a recessão do mercado financeiro foi um dos principais motivos para o aumento de pessoas que não possuem pelo menos uma refeição garantida por dia. Dessa forma, em virtude das orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de isolamento social, cerca de 4 em cada 10 empresas fecharam suas portas no início da pandemia, segundo dados da CNN. Sendo assim, a taxa de desemprego subiu drasticamente fazendo com que muitos não tivessem uma renda fixa para sobreviver.
Ademais, é valido lembrar que a desigualdade social ampliou durante a pandemia, visto que, aqueles que passaram fome foram pessoas com baixa qualidade de vida, enquanto aqueles que possuíam uma renda mais estável faziam estoques de mantimentos. Nessa perspectiva, conforme citado por Mahatma Gandhi, a cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. Contudo, a inflação dos produtos aumentou devido à escassez de alimentos no mercado mundial e nas cadeias de abastecimento, tornando-se mais difícil comprar comida.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar a fome em tempos de pandemia. Para isso cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com o Ministério da Economia, promover políticas de geração de empregos e viabilizar a igualdade social, por meio de auxílio financeiro a empresas de pequeno porte e programas como o Fome Zero e o Bolsa Família afim de diminuir o índice de pobreza e garantir a segurança alimentar à todos. Sendo assim, conforme dito na Constituição de 1988, as pessoas terão direito a uma qualidade de vida melhor e refeição garantida para toda a família.