A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 31/08/2022

A pandemia da covid-19 enfrentada pelo mundo do nos dois últimos anos, gerou

uma série de consequências negativas em vários aspectos. Em primero lugar, no âmbito econômico, com o aumento no número de pessoas desempregadas no país e também o encarecimento dos alimentos básicos, trouxe um agravamento consideravel no problema da fome no território brasileiro.

Uma triste realidade, vivenciada no país desde março de 2020, primeiro mês inteiro de pandemia, foi o crescimento exorbitante das taxas de desemprego, principalmente nos setores considerados serviços não essenciais. Diante disso, muitos chefes de família, por exemplo, se encontraram sem condições de prover aos seus lares o pão de cada dia, o que ocasionou uma dependencia de uma quantidade muito maior de pessoas das doações ofertadas por instituições religiosas, ONGs e programas de assistência social do governo. Desse modo, tal circunstância tornou ainda mais desafiadora a missão de zerar a fome mundial até 2030.

Outro aspecto a ser considerado sobre este tema, é o aumento na inflação sobre os alimentos, o que ocasionou altas no preço deles superior ao das duas últimas décadas. Assim, pôde-se observar um acréscimo superior a 20% no valor da cesta básica, que já ultrapassa a faixa dos R$ 700,00. Ao averiguar tal fato, depreende-se que para o trabalhador assalariado e principalmente para os trabalhadores informais, tornou-se ainda mais difícil ter acesso aos víveres necessários à sobrevivência.

Assim sendo, fica esclarecido que o processo pandêmico vivido desde 2020 gerou impactos desastrosos sobre a economia brasileira, que consequentemente repercutiu no âmbito social. Portanto, é necessário que haja uma ação conjunta dos ministérios da economia, educação e as instituições educacionais investindo em oferecer conhecimento e oportunidades as camadas mais afetadas pela fome no Brasil, por meio de cursos de capacitação, bolsas e palestras sobre empreendedorismo e meios de realizá-lo.