A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 31/08/2022
Durante a Idade Média, o feudalismo foi a forma de organização social e econômica instituída na Europa Ocidental. Diante daquela época, a relação entre o senhor feudal e o servo era inteiramente baseada em trocas de alimentos para o sustento da classe inferior em serviços aos senhores do engenho. Hodiernamente, o grupo social de baixo poder aquisitivo de uma sociedade está inserido na questão da fome no Brasil que agravou-se ainda mais em tempos de pandemia. Nesse contexto, torna-se evidente como causa a desigualdade social, bem como a inflação dos alimentos.
Em primeira análise, é evidente como a desigualdade social é uma das razões pelas quais o problema ainda persiste. Para São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possui a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, há uma enorme desigualdade entre o sistema burguês que constitui a sociedade brasileira e a população que se encontra em situação de crise. Nesse sentido, a pandemia do Covid-19 agravou ainda mais a situação gerando fome devido a falta de recursos para a obtenção de alimentos da humanidade.
Ademais, a inflação é um entrave no que tange o problema. Sob esse viés, o avanço do coronavírus limitou a produção e a distribuição alimentícia aumentando a demanda do produto e, consequentemente, contribuindo para o superfaturamento dos alimentos. Nesse cenário, com o forte impacto da pandemia e a alta taxa de desemprego, muitas pessoas não tem recursos financeiros para adquirir a alimentação necessária para suprir suas necessidades.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar tal impasse. Cabe ao governo - órgão responsável pelos interesses públicos da comunidade - criar projetos e campanhas comunitárias por meio das redes sociais e escolas, a fim de incentivar a ajuda e a doação de alimentos para a população carente. Erradicando, assim, a questão da fome intensificada pela pandemia.