A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 26/10/2022
Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se construiu em uma base histórica destorcida. Hoje, a antiga terra tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas, como a fome em tempos de pandemia, fomentado pelo individualismo e pela negligencia governamental.
Efetivamente, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução da fome em tempos de covid 19. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante à má nutrição, demostra a realidade Bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos, preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais, não se importam com o que ocorre ao seu redor. Por conseguinte, a irresponsabilidade cidadã gera o crescimento da pobreza e da fome no período de pandemia.
Ademais, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos os direitos básicos são assegurados à população, por exemplo, dignidade, saúde. Entretanto, isso não ocorre de maneira eficaz a todas as parcelas populacionais, haja vista o fato de 19 milhões de brasileiros estão em situação grave em relação ao acesso à alimentação. Essa constatação pode ser feita, visto que há a nítida negligência governamental perante o problema, pois não acontecem distribuição de cestas basicas. Desse modo, muitos indivíduos sofrem e têm, infelizmente o direito à igualdade negligenciado.
Portanto, cabe ao governo instituir parcerias pública-privada, oferecendo isenções de parte dos impostos para grandes empresas como Carrefour. Essa ação se dará por meio de ONGs de apoio aos necessitados– promovidas por essas empresas – sobre a fome em tempos de pandemia, o que tem como intuito remediar o individualismo e, também, a negligencia governamental, o que irá, finalmente, concretizar o progresso da antiga terra tupiniquim.