A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 26/10/2022

“Eu lutava contra a escravatura atual, a fome”, é uma frase retirada da obra Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, que aborda, dentre muitas questões, a insegurança alimentar. Ainda que o livro tenha sido publicado na década de 1950, esse ainda é um tema extremamente atual. Desde o começo da pandemia, o cenário da fome passou a atingir quase 10% da população mundial, cerca de 830 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Segundo a ONU, a pandemia causou diveros impactos nos países ao redor do globo, entre eles o desemprego e o aumento dos preços de alimentos, consequentes de crises econômicas. Esses foram motivos para que o percentual de pessoas passando fome tenha crescido tanto, visto que se torna inviável que pessoas sem condição financeira consigam ter acesso à compra de produtos alimentícios.

Além disso, muitas escolas não têm mais condições financeiras para comprar alimentos e prepará-los para os alunos. Assim, muitas crianças acabam por abandonar os estudos, levando-se em consideração que o acesso à merenda era um incentivo para que os alunos frequentassem as instituições de ensino. Ou seja, esse cenário de fragilidade do sistema alimentar também afeta outras áreas da sociedade.

O Brasil havia saído do Mapa da Fome das Nações Unidas no ano de 2014, e passou a ser considerado um país exemplo no combate à fome. Entretanto, em 2022, o país chegou a marca de 33 milhões de pessoas sem ter o que comer, o que fez com que tenha voltado a fazer parte do mapa da fome, consequência dos anos de pandemia.

Tendo em vista os dados apresentados, infere-se que os países devem aderir a providências catalisadoras, a fim de solucionar a problemática abordada. Dentre as possíveis providências destacam-se políticas de incentivo à doação de alimentos e de cesta básica para famílias, criação de ONGs que visem combater a fragilidade aliemntar, e também ajuda financeira às famílias que foram afetadas. Dessa maneira, será possível que as nações consigam assegurar o bem-estar das populações.