A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 08/11/2022
A alimentação na rotina dos seres humanos tem importância fundamental para a realização de tarefas. Por meio dela, as macromoléculas transformam-se em ami-noácidos, monossacarídeos, ácidos nucleicos e outras micromoléculas vitais à ma-nutenção do metabolismo corpóreo. Apesar desta ser essencial a todos, existem, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, um dado divulgado pelo portal “G1 Notícias” em 2022. Essa configuração deve-se a fatores como a desigualdade social e a insuficiência de políticas públicas.
Mediante o exposto, nota-se que as disparidades sociais são agravantes da fome. De acordo com o geógrafo brasileiro Milton Santos, a era técno-científica-informa-cional viabiliza o aumento da vulnerabilidade sócio-econômica, uma vez que favo-rece o enriquecimento de uma minoria à medida que empobrece a maioria, o que agrava ainda mais determinados problemas. Sob essa ótica, infere-se que a inse-gurança alimentar, na era pandêmica, tornou-se um reflexo desta triste realidade, a qual precisa urgentemente de intervenção.
Além disso, observa-se que as políticas de combate à fome são insuficientes. Nes-se sentido, o “Auxílio Emergencial”, importante suporte que objetivava suprir a ca-rência na pandemia, não alcançou todas as famílias necessitadas, um fato noticiado constantemente pelo jornal “Brasil Urgente”. Ademais, muitas escolas, responsá-veis pela garantia da merenda aos alunos, foram fechadas para cumprir os decre-tos estaduais, um cenário que enfraqueceu o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Assim, tal insuficiência contribuiu de forma notória para a volta do País ao Mapa da Fome no relatório recente da Organização das Nações Unidas.
Portanto, a fim de mitigar o problema supracitado, cabe ao Ministério da Econo-mia articular com as esferas estaduais para destinar os devidos recursos monetá-rios aos novos programas de combate à fome, ou mesmo, às novas adesões de be-neficiários das atuais políticas. Essa ação será realizada por meio de decretos no intuito de alcançar o máximo de familías carentes e, então, fornecer, de fato, a segurança alimentar.