A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 11/11/2022
Segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da nação. No entanto, durante a pandemia do coronavírus, tal dever não foi devidamente cumprido pelo Estado brasileiro, visto que a fome cresceu cada vez mais no país nos últimos anos. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto: o descaso governamental e a inércia midiática.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de políticas públicas tem grande influência nessa questão. Para o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições - dentre elas o Estado - perderam sua função social, atuando como “zumbis” na sociedade. Nessa perspectiva, Bauman destaca a incapacidade das chamadas “Instituições Zumbis” em resolver os problemas sociais, como a fome. Assim, fica evidente como a falta de iniciativa do governo brasileiro afeta a população mais carente.
Paralelo a isso, vale também ressaltar o importante papel da mídia em informar a população a respeito deste problema. É evidente que a mídia brasileira foi de grande importância durante a pandemia, combatendo as mentiras espalhadas por negacionistas e informando a população sobre os cuidados necessários. Porém, ela se mostrou ineficiente ao não instruir a população a respeito do combate à fome no país, ao não divulgar a arrecadação de alimentos e outro projetos sociais. Dessa forma, fica explícito como a falta de instrução por parte da mídia brasileira contribuiu para o aumento da insegurança alimentar no Brasil.
Fica evidente, portanto, que o combate à fome deve ser incentivado de maneira mais efetiva no país. Para isso, compete ao Estado, por meio do Ministério da Cidadania, investir na criação de projetos sociais que forneçam os alimentos necessários e que acompanhem famílias em situação de vulnerabilidade social, com a finalidade de mitigar o crescimento da fome no Brasil. Além disso, a mídia deverá ter maior participação na divulgação destes projetos, conscientizando a população a respeito dos problemas enfrentados pela parcela mais carente do país. Dessa maneira, um maior número de brasileiros acessará, efetivamente, seus direitos básicos.