A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 31/12/2022
A fome em um dos maiores produtores de alimentos do mundo
A constituição do Brasil, de 1988, garante no artigo 6° o direito social a alimentação. No entanto, os indicadores sociais da população que sofre com a fome e a insegurança alimentar aumentou vertiginosamente. Mostra-se que essa norma constitucional, no dia a dia dos brasileiros, na pandemia foi insuficiente. A garantia na lei, se não tratada como uma articulação de políticas públicas, transforma em algo insuficiente e gera uma legião de miseráveis sem acesso ao básico para manter-se viva.
As pessoas menos instruídas por terem dificuldade de acesso ao emprego torna-se as principais vítimas da fome, pois, a qualificação profissional faz emergirem no mercado de trabalho, conquistando postos de trabalho mais elevados, desse modo, esse outro grupo sem acesso a uma boa instrução podem ser as principais vítimas da fome. E assim de serem cooptados pelo mundo do crime, por não possuírem o básico para a sua subsistência. As políticas devem articular o acesso à educação e ao emprego para combater a fome persistente. Além disso, no segundo maior produtor de alimentos das Américas, o governo deve planejar de que maneira os excedentes alimentares podem ser usadas para nutrir as famílias brasileiras que sofrem assoladas pela fome.
Na letra da lei existe a garantia assumida pelo estado brasileiro, e para além disso, a garantia de alimentação a essa massa de famintos, deve ser assumido como política permanente, que reúnam diversas ações sociais para evitar que essas pessoas cheguem a não ter o mínimo para a sua sobrevivência. Na consciência das pessoas, não deve ser enraizado o fato de ver com naturalidade um número expressivo de famílias pedindo na rua e pegando nas latas de lixos. A escritora Carolina Maria de Jesus, no livro “diário de uma favelada diz que:” quem inventou a fome são os que comem". A desigualdade entre quem tem muito e os despossuídos deve servir de consciência para a sociedade enraizar na consciência o dever do país, e pressionar o governo para ser tratado como política permanente à promoção da alimentação aonde existem mais famintos. Agir com humanismo e fraternidade é o maior ato de acabar com a fome.