A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 07/02/2023

No início da música “Tempos difíceis” do Racionais MC ’s, ele vai dizer que: “Milhões de pessoas boas morrem de fome, e o culpado, condenado disto é o próprio homem”. No Brasil e no mundo a pandemia trouxe adversidades para as pessoas incluindo a fome. Diante disso, a fim de acabar com a fome em quesito de pandemia, convém averiguar a má distribuição de renda e insegurança alimentar que é um dos maiores impasses nos dias de hoje.

Sob essa conjectura, a má distribuição de renda ficou mais nítida na pandemia, trazendo assim o aumento da fome que já acontece no Brasil. Entretanto, a fome é parte do processo cíclico da má distribuição de renda. O geógrafo Milton Santos cita que: “Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem”. Evidenciando que a concentração de renda faz com que poucos tenham muito e muitos vivem se matando para ter o mínimo.

Ademais, destaca-se também uma grande insegurança alimentar, onde as pessoas não têm acesso a alimentos saudáveis o suficiente para satisfazer suas necessidades e esse empecimento ficou mais nítido na pandemia. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que 41% da população brasileira convivem com a insegurança alimentar. Esse desnível faz com que a população mais pobre tenha condições precárias, sendo o dinheiro apenas fonte de sobrevivência.

Dessarte, portanto a necessidade se de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de políticas públicas, em programas ou ações elaboradas no âmbito estadual que auxiliem na efetivação dos direitos previstos na Constituição federal, onde é responsabilidade do Estado na efetivação da alimentação adequada de todos os cidadãos. Assim, consolidaram-se uma sociedade mais fundamental, onde o Estado desempenha corretamente sua função.