A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 14/02/2023

No início da música “Tempos difíceis” do Racionais MC ’s, ele vai dizer que: “Milhões de pessoas boas morrem de fome, e o culpado, condenado disto, é o próprio homem”. No Brasil e no mundo, a pandemia trouxe adversidades para as pessoas incluindo a fome. Diante disso, a fim de acabar com a fome em quesito de pandemia, convém averiguar a má distribuição de renda e a insegurança alimentar que é um dos maiores impasses nos dias de hoje.

Sob essa conjectura, a má distribuição de renda sobressai ainda mais na pandemia, trazendo assim o aumento da fome que já acontece no Brasil. Entretanto, a fome é parte do processo cíclico da má distribuição de renda, onde a concentração do poder. O geógrafo Milton Santos cita que: “Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não se alimentam”. Evidenciando que a má distribuição de renda entre a população, faz com que exista conflitos além da fome.

Ademais, destaca-se também uma grande insegurança alimentar, as pessoas não têm acesso a alimentos saudáveis o suficiente para satisfazer suas necessidades e esse empecimento ficou mais nítido na pandemia. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que 41% da população brasileira convivem com a insegurança alimentar. Tal desnível faz com que a população mais pobre tenha condições precárias, sendo o dinheiro apenas fonte de sobrevivência.

Dessarte, a necessidade se de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de políticas públicas, em programas ou ações elaboradas no âmbito estadual que auxiliem na efetivação dos direitos previstos na Constituição Federal, seja responsabilidade do Estado, na efetivação da alimentação adequada de todos os cidadãos. Assim, consolidaram-se uma sociedade mais fundamental, onde o estado desempenha corretamente sua função.