A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 06/03/2023
Na obra “quarto de despejo”, da autora Carolina Maria de Jesus a triste realidade de uma família é apresentada, Carolina e seus filhos passam várias dificuldades ao longo da vida, sobretudo, tendo a fome como primordial. Assim, saindo da ficção a pandemia da covid-19 trouxe um cenário negativo para população brasileira, a precarização de alimentos básicos tornou-se algo comum no período. Com isso, a desigualdade social e negligência governamental são impulsionadores negativos.
Em primeiro plano, no documentário “ilha das flores” destaca indivíduos que vivem e se alimentam de comidas que restam da alimentação de porcos. Na lógica, isso foi vivenciado em 2020 no Brasil, pessoas submetidas a comer restos de carnes e ossos fornecidos em açougues, logo num país que tanto produz e ao mesmo tempo com milhões de pessoas passando fome. Nesse viés, as consequências ainda são presentes na atualidade, pois pessoas desenvolveram doenças como: anemia e hepatite A, devido aos alimentos contaminados.
Ademais, a Constituição Federal de 1988 assegura o acesso a saúde e alimentação para todos os cidadãos brasilienses. No entanto, segundo o site UOL cerca de 55,2% da população brasileira sofreu alguma ameaça aos direitos alimentares durante a pandemia. Com isso, os indivíduos além de serem contaminados por um vírus, não recebiam apoio suficiente do governo para suprir com as necessidades de suas famílias.
É portanto, necessário medidas. Assim, o Governo deve oferecer e assegurar os direitos dos cidadãos, direcionar de forma correta as verbas públicas, e por meio delas distribuir com ajuda das autoridades locais: cestas básicas, auxílios alimentares saúdaveis vistoriados por um profissional qualificado, como nutricionistas e médicos. Em conformidade, espera-se mudanças no cenário negativo, que a fome não seja um obstáculo na vida do povo brasileiro.