A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 06/04/2023
Em 2020, o cenário mundial encontrou-se assolado pela pandemia da covid-19, a qual intensificou problemas já existentes, como a pobreza. Nesse viés, é relevante debater que conforme um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o ano pandêmico de 2020 foi marcado pelo aumento da fome no mundo. Sendo assim, é imprescindivél analisar que a quantidade de pessoas desprovidas do acesso á alimentação cresceu com a pandemia devido ao descaso governamental e á inércia social em combater essa terrível situação.
Nesse panorama, convém ressaltar o descaso dos governos perante a questão da fome na pandemia. Sobre isso, consoante estimativas da ONU em 2021, cerca de 301 milhões de pessoas não tinha acesso a alimentação, contrariando um direito contemplado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Deste modo, nota-se uma displicência governamental por não assegurar atais indivíduos o direito essencial á comida de qualidade.
Outrossim, atrelado á problemática supracitada, tem-se a inércia social em mudar a questão da fome no contexto hodierno da pandemia. Nesse sentido, é relevante mencionar uma reportagem Brasileira do pragama Fantástico, o qual retratou indivíduos comendo pedaçõs de ossos e restos de carne distribuídos por supermercados. Tal situação demonstra que pessoas em condições de fome aceitam esse tipo de " alimento “, ao mesmo tempo em que explana a ausência de mobilização social para proporcionar comida de qualidade aos necessitados.
Logo, para mudar o lamentável cenário, no que tange á carência de alimentos por parte da população, é preciso que a ONU, com o fim de assegurar o previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, organize, com os governos necessitados, a distribuição de cestas básicas diárias. Isso pode ser feito mediante uma articulação do governo em cooperação com o direito civil, o qual deve doar alimentos para as cestas. Ademais, o poder executivo possa ativar a distribuição de rendas, por meio do bolsa família, para todos, desligando a desigualdade. Afinal espera-se um país desenvolvido e a minimização da fome.