A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/04/2023

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão bra- sileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão de fome em tempos de pandemia, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspec- tiva, faz-se imperiosa análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governa- mentais para combater o a fome, principalmente em tempos de pandemia. Nesse sentido, a falta de competência e organização dos setores responsáveis pela assis- tência aos desamparados, ajudam a piorar esse quadro. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cida- dadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a segurança alimentar, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a pandemia do COVID 19 coomo impulsiona- dor da falta de alimentos básicos para as famílias no Brasil. Segundo o filme “O po- ço” da Netflix, uma quantidedade de comida é colocada em um grande elevador, os andares de cima recebem os alimentos postos na plataforma, de forma variada e em grandes quantidades, já os de baixos recebem os restos ou quase nada dos an- dares anteriores, da mesma forma é tratado o povo brasileiro, Diante de tal expos- to, uma pesquisa realizada pelo portal de notícias “cnnbrasil” , aponta que, a fome por ser agravada pela pandemia, avança pelo Brasil e atinge mais de 30 milhões de pessoas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, ´r imprescindível que o ministério da economia por intermédio de projetos que auxiliem pessoas em situações de fome, com vale umcompra com valor sufici- ente para alimentar uma família, a fim de conter ao máximo a insegurança alimen- tar no Brasil. Assim se consolidará uma sociedada mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.