A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 11/07/2023
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da fome em tempo de pandemia. Isso acontece devido ao privilégio garantido a poucos e à negligência estatal, fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia.
Nesse contexto, tal fator se deve ao fato de haver um grande acúmulo de renda histórica no Brasil. Desde o período colonial, em que apenas as elites agroexportadoras tinham acesso à alimentação e lazer, o país é comandado por uma pequena parcela da população, que rege em benefício próprio. Esse fato pode ser observado na atualidade em situações como o retorno do Brasil para o “Mapa da Fome” e a dificuldade de ser aprovadas no Congresso leis que aumentam a cobrança de impostos sobre os ricos. Logo, tanto o fator histórico quanto o atual apenas aumentam a concentração de renda e desigualdade brasileira evidenciada pelo Índice de Gini-ferramenta da Geografia, que mede o nível de concentração de renda de um país, variando de zero a um — cada vez mais próximo de um, ou seja, cada vez mais desigual.
Ademais, é importante observar que a insuficiência legislativa é uma das principais barreiras para garantir o acesso aos alimentos em tempos de pandemia. Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere às pessoas que passam por situações degradantes por falta de alimentos, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Portanto, para garantir os benefícios previstos pela Convenção Americana de direitos humanos, as escolas — responsáveis pela transformação social — devem estimular a população a solicitar melhorias em relação a questão da tem em tempos de pandemia, por meio de projetos pedagógicos, como palestras capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa teria a finalidade de garantir os direitos descritos pela constituição de 1998.