A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 24/08/2023
A Organização das Nações Unidas, tem como um dos objetivos, eliminar a fome e a pobreza do mundo. No entanto, essa teoria é deturpada quando o mundo está em estado de pandemia, onde a escassez de alimentos torna-se o maior entrave social. A partir disso, o equívoco do objetivo da ONU é o aumento da inflação e o descaso governamental. Além do mais, a falta desumana de alimento é responsável por desencadear doenças severas, como a desnutrição. Desse modo, o objetivo de abolição da fome torna-se utopia.
Antes de tudo, o aumento desproporcional da inflação diante de uma crise pandêmica é desesperador. No Brasil, os alimentos que antes eram consumidos diariamente, como o arroz, por exemplo, sofreu um aumento de 56% no preço, relatou uma matéria do jornal G1. Dessa forma, os cidadãos de baixa renda sentem-se impossibilitados de acessarem os alimentos básicos do dia-a-dia, forçando a optarem por produtos de baixa qualidade. “Eles têm grana pra guerra no morro, mas nunca conseguem acabar com a fome.” Esse trecho musical citado em “Favela vive 4” remete ao sentimento de indignação de um morador de comunidade, pelo descaso governamental em relação a fome, pois preferem investir em confrontos do que em alimentos. Diante do exposto, a sociedade urge por melhoras.
Além disso, a inacessível oportunidade de alimentar-se diariamente é insalubre, e conduz a vítima à desnutrição, podendo levar à óbito. Durante a pandemia da COVID-19, o continente africano foi o mais atingido pela escassez de comida, relatou uma matéria da UNICEF. Continente este que, popularmente, é conhecido pela maior concentração de desnutrição do mundo em relação a outras regiões. O alastramento de desnutrição é preocupante, pois a taxa de mortalidade cresce exponencialmente. É primordial o combate à fome durante uma pandemia.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas. A ONU, por meio de reuniões, deverá orientar aos bancos centrais o controle da emissão de dinheiro em tempos pandêmicos, para que dessa forma, o acesso básico seja igualitário. Ademais, a OMS terá que reunir nutricionistas regionais para acompanhamentos médicos em lugares com situação de fome. Dessa forma, a desnutrição diminuirá.