A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 19/06/2024
Segundo Simone de Beauvoir, ativista francesa, “Não há crime maior que desti-tuir o ser humano de sua própria humanidade, reduzindo-o à condição de objeto”. É nesse sentido que torna-se imprescindível discutir e solucionar a questão da fo-me em tempos de pandemia. Dessa forma, pode-se citar como principais causas a falta de organização governamental para emergências e o descaso anterior dos Es-tados com tal crise social.
Primeiramente, nota-se uma desorganização dos governos para com crises. Se-gundo dados do jornal G1, no Brasil, do início da pandemia, 2020, até setembro de 2021, o preço do arroz e feijão subiram em média 56% e 71%, respectivamente. Por certo que esse colapso de saúde impactou economias de todos os continentes, po-rém, esse dado mostra o despreparo das regências atuais em conseguir barrar a inflação do próprio país. Ora é inegável que o Brasil é uma dos maiores produtores de grãos do mundo, então é de se questionar se era necessário toda essa porcen-tagem a mais nos valores dos alimentos, ou se os governantes não tinham a capa-cidade de lidar com essa emergência de uma maneira sem gerar tanto impacto na vida da população, que já vinha sofrendo com a fome há anos.
Em segunda análise, tem-se o desdém que governanças do mundo já apresen-tava no que tange à questão da subnutrição. De acordo com dados da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), até 2030, 660 milhões de pessoas con-tinuarão em situação de vulnerabilidade alimentar, e, desses, 30 milhões em decor-rência da pandemia. Dessa forma, ainda que o coronavírus não tivesse se espalha-do, os números relacionados à fome continuariam alarmantes e incorrigíveis. Logo, entende-se que com tal contratempo o problema se agravou mais, e deixou quem já estava exposto, em uma condição cada vez mais deteriorante.
Diante do exposto, urge solucionar a questão da subnutição em tempos de pan-demia. Sendo assim, cabe ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimen-to, recomendar que não ocorra o aumento dos preços da comida. Assim, a popula-ção poderá ter um poder de compra de alimentos básicos maior e a quantidade de pessoas passando necessidade sofrerá decréscimo. Somente dessa maneira, a hu-manidade das pessoas será restituída, como disse Simone de Beauvoir.