A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 08/07/2021
Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que, de acordo com documento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE-, 3,5% da população brasileira convive diariamente com a fome. Nesse contexto, a insegurança alimentar é causada pela ineficiência do governo, além das desigualdades socioeconômicas no país.
Diante disso, é importante destacar a inércia dos administradores públicos diante do tema. Sob esse viés, John Locke, filósofo iluminista, afirma que o indivíduo abre mão de sua liberdade para possuir direitos, o que ele denomina como “Contrato Social”. Contudo, o Estado é falho ao não cumprir tais prerrogativas, como, por exemplo, garantia da alimentação de qualidade para toda população brasileira. Por conseguinte, conforme o IBGE, aproximadamente 9% dos seres, em algum momento, não tiveram o que comer. Assim sendo, verifica-se a necessidade de ações por parte do governo para mudar esse cenário.
De modo complementar, o baixo poder aquisitivo de uma parcela da população acentua a dificuldade. Nessa ótica, o celébre escritor brasileiro Ariano Suassuna diz: “O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos, o dos privilegiados e o dos despossuídos. Desse modo, constata-se que a grande parte da fome causada na terra Tupiniquim é fruto da baixa condição financeira de muitas famílias. A dificuldade é amplificada ainda mais pelos altos preços dos alimentos nos supermercados nacionais. À vista de exemplo, consoante a revista americana sciense economics, um cidadão brasileiro para pagar por suas necessidades básicas deveria ganhar um salário mínimo de 4500 R$, o que contrasta com os pouco mais de 1000 R$ oferecidos atualmente. Logo, nota-se a urgência de medidas para reverter a situação.
Em suma, observa-se que a inércia estatal carece ser vencida e ações no âmbito econômico precisam ser levantadas. Destarte, o Ministério da Economia deve, por meio da redução dos impostos sobre os produtos agrícolas baratear os preços dos alimentos no país. Dessa forma, a diminuição dos valores dos proventos necessita ser ainda maior nas federações mais pobres do Brasil, como o Maranhão e o Piauí. Por fim, o ato tem por finalidade erradicar a subnutrição da realidade nacional. Feito isso, os conflitos vivenciados na questão da fome se extinguirão e o Contrato Social será contemplado.