A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 09/06/2021
Em certo momento de sua vida, Milton Santos citou que existem apenas duas classes, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. De maneira análoga a isso, a miséria está cada vez mais preocupante, tendo em vista que, é notável o aumento na quantidade de pessoas nas ruas passando fome e sem moradia. Com isso, é importante analisar os fatores resultantes da falta de alimento entre os habitantes.
Em primeira análise, a desigualdade social é alarmante no mundo contemporâneo, pois na medida que “smartphones” esgotam e mansões ficam mais visíveis diariamente, jovens e crianças trabalham precocemente para o sustento das próprias famílias. Nesse raciocínio, no filme O Poço, indivíduos ficam presos em uma torre que para conseguir se alimentar, terão que comer as sobras dos prisioneiros dos níveis acima. Dessa forma, é demonstrado que, quem está no topo economicamente, garante uma vida farta e confortável, enquanto a classe baixa apenas sobrevive todos os dias.
Em segunda análise, a alta nos preços dos alimentos é outro fator que contribui para a fome do país, principalmente nos últimos dois anos. Nesse contexto, o isolamento, devido a pandemia do novo coronavírus, trouxe mais gastos com a comida caseira, elevando assim o seu valor e dificultando a compra para consumo dos menos rentáveis. Portanto, é preciso que mudanças sejam feitas para que as camadas pobres tenham proveito do que é deles como cidadãos.
Logo, é necessário que a mídia junto a ONGs, que como grandes influenciadoras, promovam campanhas contra a desigualdade social, com intuito de amenizar essa questão em pauta. Também, o governo, como maior agente sóciopolítico, deve, por meio de decreto, aumentar as importações, visando diminuir o preço dos alimentos agrícolas. Assim, haverá uma queda no percentual de fome no Brasil.